O que você escolheria: viver para sempre sozinho ou amar intensamente por um breve momento? 🌙💔
Neste novo capítulo da Ordem Sagrada, mergulhamos em um conto de fantasia onde um ser imortal despe sua túnica de luar para viver a beleza e a dor de um amor humano.
Inspirada nas grandes sagas de fantasia e na poesia clássica, esta música fala sobre o valor do tempo e a raridade de um encontro verdadeiro. 🎻🌲
Nesta jornada musical, você vai sentir:
🔹 A melancolia dos salões de prata e o despertar do coração.
🔹 O sacrifício de trocar o sangue de ouro pela vida real.
🔹 A beleza de envelhecer ao lado de quem se ama.
“O tempo é o mestre que dá o valor à raridade de um único amor.”
Letra
Nos salões de prata onde o tempo não corre,
Ele contava as eras pelo brilho das estrelas.
Um príncipe de luz que nunca adoece ou morre,
Cercado por canções que os homens não podem tê-las.
Mas o tédio da eternidade pesava em seu olhar,
Até que o riso dela o fez despertar.
Ela cruzou a fronteira da floresta proibida,
Com passos pesados e o perfume do chão.
Uma centelha breve, uma chama de vida,
Carregando o inverno no bater do coração.
Ele viu o destino escrito em suas mãos mortais,
E soube que o silêncio não bastava mais.
Ele lhe deu versos em línguas esquecidas,
Ela lhe deu o calor de um toque febril.
Duas almas opostas, em pontes erguidas,
No meio do caminho, num campo de abril.
“Meus anos são ventos”, ela disse com dor,
“E os teus são montanhas, meu doce senhor.”
Que caia o brilho das joias eternas!
Eu quebro o feitiço, eu rasgo o véu!
Prefiro um outono em tuas mãos ternas,
Do que mil eras olhando pro céu!
O Rei das Estrelas chamou-o de volta:
“O sangue humano é cinza, é sombra, é fim!
Não troque o infinito por essa revolta,
Por um jardim que murcha e se apaga assim.”
Mas ele olhou para ela, pequena e real,
E sentiu o veneno do amor visceral.
Ele despiu a túnica tecida em luar,
E sentiu, pela primeira vez, o frio chegar.
A audição perfeita começou a falhar,
Mas o som da voz dela era o único lugar.
O sangue, antes ouro, agora era quente e vermelho,
Um homem comum se encarando no espelho.
Eles viveram em vilas de pedra e madeira,
Onde o tempo galopa e não pede perdão.
Ele aprendeu a plantar na encosta da beira,
E a sentir a canseira de cada estação.
Cada fio de cabelo que nela embranquecia,
Era um verso de ouro que ele escrevia.
Os elfos choraram na mata distante,
Pelo irmão que escolheu a poeira e o chão.
Mas ele sorria, a cada instante,
Com a paz que só tem quem entrega a mão.
No fim do caminho, sob o sol poente,
Eles descansam sob a mesma raiz.
Um elfo que outrora era onipotente,
Morreu como um homem, enfim, bem feliz.
Pois o tempo é o mestre que dá o valor,
À raridade de um único amor.
Se o preço do beijo é o fim da jornada,
Eu aceito a ruga, o cansaço e a dor.
Pois de que vale a vida se não for gastada
No fogo sagrado de um breve amor?
Autor

- Apaixonado por astronomia, arqueologia, ciência e os mistérios do mundo. Em uma busca constante por respostas, somente achou mais perguntas. Aqui compartilho o que acho de interessante.
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