Todos nós conhecemos essa voz. Ela planeja o café da manhã, critica o erro de ontem e projeta o medo do amanhã. Costumamos chamá-la de “consciência” ou simplesmente “eu”. No entanto, para o filósofo Jiddu Krishnamurti, essa voz não é quem você é — ela é apenas o eco do passado.
A Ilusão da Dualidade
A maioria de nós vive sob a crença de que existe um “Eu” (o observador) que gerencia os “Pensamentos” (o observado). Krishnamurti desafiava essa lógica com uma frase célebre: “O observador é o observado”.
Não há uma entidade separada pensando; o pensamento é um processo unitário. Quando você percebe que “você” e a “voz” são a mesma coisa, a luta interna para controlar a mente começa a perder o sentido.
De onde vem o ruído?
Segundo a visão de Krishnamurti, essa voz é composta por:
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Memórias Acumuladas: Reações automáticas baseadas no que vivemos.
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Condicionamento: A influência da cultura, religião e educação que molda nossos julgamentos.
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Busca por Segurança: O pensamento tenta criar ordem no caos, mas, por ser limitado ao conhecido, acaba gerando mais ansiedade.
O Poder do Silêncio Negativo
Diferente das técnicas de meditação que buscam “calar a mente” à força, Krishnamurti propunha a observação sem escolha. É o ato de ouvir a voz interna sem tentar mudá-la, sem julgá-la e sem se identificar com ela.
Quando a observação é total, o falador se cala naturalmente. Nesse silêncio, não há o “eu” egoísta, mas sim uma forma de inteligência que não depende de palavras ou memórias.
“A mente que está ocupada com o ontem ou com o amanhã é uma mente que não vive, apenas processa.”
Autor

- Apaixonado por astronomia, arqueologia, ciência e os mistérios do mundo. Em uma busca constante por respostas, somente achou mais perguntas. Aqui compartilho o que acho de interessante.
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