Por que certas tradições se mantêm vivas por milênios? Por que sentimos um “peso” ao entrar em determinados ambientes ou ao lidar com certos padrões familiares? A resposta pode não estar apenas na genética ou na psicologia convencional, mas nos campos morfogenéticos. Este conceito sugere que existe uma malha invisível de informações que organiza a vida, as formas e até os nossos comportamentos.

1. A Origem: O que são Campos Morfogenéticos?

O termo, que vem do grego morphé (forma) e génesis (origem), foi inicialmente proposto na biologia para explicar como as células sabem que devem formar um olho ou uma mão. No entanto, foi o biólogo britânico Rupert Sheldrake quem popularizou a teoria da Ressonância Mórfica.

Segundo Sheldrake, a natureza possui uma memória. Os campos morfogenéticos não seriam feitos de energia no sentido físico (como a eletricidade), mas seriam campos de informação. Eles funcionam como “hábitos” da natureza: quanto mais algo é repetido, mais forte se torna o campo e mais fácil é para outros seres da mesma espécie repetirem aquele padrão.

2. A Memória do Sistema: Das Espécies às Famílias

A aplicação mais difundida dessa teoria hoje ocorre nas Constelações Familiares, de Bert Hellinger. Aqui, o campo morfogenético é chamado de Campo Sistêmico.

  • Herança Invisível: O campo de uma família armazena traumas, segredos e exclusões. Mesmo que você não tenha conhecido um bisavô, o “padrão” dele pode estar presente no seu campo, influenciando suas escolhas.

  • A Ressonância na Prática: Isso explica por que comportamentos se repetem em gerações diferentes — é como se estivéssemos “sintonizados” na estação de rádio da nossa linhagem.

3. A Intervenção Consciente: “O que é meu fica comigo”

Se estamos imersos nesses campos de influência, como manter nossa individualidade? É aqui que entram os decretos de proteção e a força da intenção.

Ao afirmar: “O que é meu fica comigo, o que não é em nome do Cristo eu ordeno que se afaste”, o indivíduo está realizando uma intervenção direta em seu campo informacional.

  • Delimitação de Fronteiras: Você está definindo o que pertence à sua essência e o que é uma “ressonância” externa (seja de antepassados ou do ambiente).

  • O Nome do Cristo como Arquétipo: Independentemente da religião, o nome de Cristo atua como um padrão de ordem e luz de altíssima frequência, capaz de “limpar” ruídos e influências de frequências menores no campo morfogenético pessoal.

4. Conclusão: Somos Cocriadores

A teoria dos campos morfogenéticos nos convida a sair de uma visão puramente mecânica do mundo. Se somos influenciados por esses campos, também temos o poder de alterá-los. Cada pensamento de ordem, cada gesto de perdão e cada decreto de proteção ajuda a “atualizar” a informação do campo, criando novos hábitos de luz e equilíbrio para nós e para os que virão depois de nós.

Autor

Michel
Michel
Apaixonado por astronomia, arqueologia, ciência e os mistérios do mundo. Em uma busca constante por respostas, somente achou mais perguntas. Aqui compartilho o que acho de interessante.